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MinC apoia internacionalização das artes cênicas brasileiras

 
 
18.12.2018 - 11:30  
Representantes de companhias e festivais e do MinC debateram estratégias para internacionalizar as artes cênicas brasileiras (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)
 
 
O teatro, o circo e dança do Brasil querem ser vistos fora do País. Para tanto, representantes de companhias e festivais brasileiros se reuniram na tarde desta segunda-feira (17) para debater a internacionalização das artes cênicas brasileiras. Mapeamento de festivais e oportunidades, planejamento de ações conjuntas e coordenadas e capacitação para os agentes do setor são algumas das ações que o grupo traçou como estratégicas para atingir o objetivo.
 
Os números do setor são positivos. De acordo com apresentação do Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil, o teatro nacional tem crescido. O setor é responsável por 28,9% de toda a captação de recursos via Lei Rouanet. Além disso, o sucesso de algumas companhias no exterior, como a Cia dos Atores e a Lume Teatro, de diretores como Marcio Abreu e Christiane Jatahy, e até mesmo de nomes da dança, como Lia Rodrigues e Marcelo Evelin, demonstram que há apetite internacional pela produção brasileira. 
 
Durante o encontro, o diretor de Assuntos Internacionais do Ministério da Cultura (MinC), Adam Jayme Muniz, explicou aos presentes as ações da pasta para a internacionalização das artes cênicas, incluindo publicações, instrumentos de cooperação internacional, apoio à participação em festivais internacionais e ações de suporte à vinda de programadores estrangeiros ao Brasil. 
 
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) foi representada pelo coordenador de Exportação de Serviços, Christiano Braga, que relatou que a agência vem sendo muito procurada por representantes do setor das artes cênicas. Destacou que o trabalho de promoção desenvolvido pela agência é apenas a ponta final de um longo processo, e que só logrará êxito caso as etapas anteriores tenham sido cumpridas. Ressaltou que, quanto mais organizado for o setor, em geral, mais sucesso terá na promoção internacional, tamanha a importância do diálogo e do trabalho conjunto. 
 
Braga também explicou que a internacionalização de setores como jogos eletrônicos, cinema e música já está mais adiantada e ressaltou a importância em se atingir esse mesmo avanço com respeito à internacionalização das artes cênicas.
 
Um dos pontos destacados durante a reunião foi a necessidade de revitalizar os editais de intercâmbio realizados por meio do Fundo Nacional da Cultura, que teve seus valores contingenciados nos últimos anos. De acordo com o coordenador-geral de Admissibilidade e Aprovação do MinC, Vicente Finageiv, houve captação de R$ 14 milhões via Rouanet para a internacionalização de peças teatrais. Ele ressaltou que, nesse caso, o mecanismo de mecenato da lei não é tão efetivo, pois, a não ser que se encontre uma empresa que busque divulgar sua imagem no exterior ou que seja grande o suficiente para investir nesse tipo de proposta, é menos provável conseguir patrocínio. 
 
Bastante articulado e coeso em suas proposições, o grupo decidiu propor o estabelecimento de um grupo de trabalho permanente sobre o tema no âmbito do Ministério da Cultura. Participaram da reunião representantes da Fundação Nacional de Artes (Funarte), do Festival Cena Contemporânea, do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais, do Serviço Social da Indústria (SESI), do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia, do Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas, do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, do Festival Internacional de Teatro de Londrina, da PLATÔ - Plataforma de internacionalização de espetáculos do teatro mineiro, do Tempo – Festival Internacional de Artes Cênicas do Rio de Janeiro, da Unicirco – Universidade Livre do Circo, do Festival Internacional de Teatro de Pernambuco e da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura