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Crise econômica não afetou captações via Rouanet

 
 
18.12.2018 - 10:32
 
Desde 2010, as captações de recursos via renúncia fiscal realizadas pelo mecanismo de mecenato da Lei Rouanet permaneceram estáveis mesmo diante da recessão e da crise das estatais. É o que comprovam os dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), ao mostrar que, nos últimos oito anos, a média de captação anual foi de R$ 1,2 bilhão. Confira o montante total captado ano a ano, desde 2010, na tabela abaixo: 
 
ANO CAPTAÇÃO TOTAL (EM R$)
2010 1.166.400.733,82
2011 1.324.916.268,71
2012 1.277.398.604,65
2013 1.261.538.471,61
2014 1.335.926.805,44
2015 1.204.274.513,13
2016 1.148.960.716,77
2017 1.189.044.906,85
 
"A manutenção dos incentivos para eventos culturais, mesmo durante a recessão, demonstra a força da cultura e o retorno que esse tipo de investimento traz para o setor privado. Em tempos de crise, as empresas têm uma abordagem ainda mais estratégica para seus recursos e investem apenas no que é essencial ou se o retorno é garantido", afirmou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. 
 
Em 2018, já foram captados R$ 623,5 milhões (até 10 de dezembro) e a previsão é de que o volume de recursos supere o do ano anterior. Grande parte do patrocínio é feito no mês de dezembro, quando as empresas têm melhor dimensão dos seus lucros e, portanto, do valor que poderá ser deduzido do imposto de renda e aplicado em projetos culturais via renúncia fiscal. 
 
"A renúncia fiscal realizada por meio da Lei Rouanet corresponde a 0,64% de toda a renúncia fiscal no Brasil. É pouco, se for comparado aos ganhos que a cultura traz, não só do ponto de vista dos valores intangíveis a que as pessoas têm acesso, mas também da forma como movimenta a economia", reforça o ministro. 
 
Crescimento 
 
De acordo com a consultoria PWC, a economia criativa teve crescimento médio anual de 9,1% entre 2012 e 2016. A previsão é de que, entre 2017 e 2021,o setor se expanda 4,6% ao ano, sendo que a expectativa para alguns setores, como cinema (6,9%), música (8%) e jogos eletrônicos (16,5%), são ainda superiores a esse número.
 
A indústria criativa é responsável por 2,64% do PIB brasileiro (2016/Firjan). As 239 mil empresas do setor geram um milhão de empregos diretos e mais de R$ 10,5 bilhões em impostos por ano.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura